Os Pequenos Guardiões
Por Fabiano Neme
“Não impora contra o que se luta, mas pelo que se luta.”
Para muitos, a vitória do RPG Mouse Guard sobre a 4E no prêmio Origins foi uma surpresa, mas eu já esperava. Não foi pelos muitos deméritos da 4E, longe disso. Porque se fosse por isso, quem ganharia seria o Trail of Cthulhu. Mas não. Quem ganhou foi um RPG de fantasia medieval onde os protagonistas são ratos.
Mas como isso? Como pode um RPG indie, onde os protagonistas interpretam ratos, bater não só a 4E, mas também um jogo cujo tema é muito querido pelos rpgistas – Cthulhu?
A resposta é muito simples: Os Pequenos Guardiões é uma série que tem um background que, além de ser inédito para o RPG – não é uma saga de fantasia como qualquer outra, aqui existem elementos únicos e bastante particulares para a trama dos ratos -, é sensacional, denso e profundo. O primeiro ano da série foi lançada no Brasil e eu devorei bem antes de saber que tinha um RPG com esse tema.
Sim, eu sei. A ideia de um RPG com ratinhos cute-cute bater D&D e Cthulhu não desce assim, fácil. Mas o grande lance é: os ratinhos de Os Pequenos Guardiões não têm nada de cute-cute. São guerreiros valorosos com um código de honra pelo qual estão dispostos a lutar até a morte.
É claro que o adolescente de hoje, acostumado com todo o testosterona de um Kratos gritando “I am the god of war!”, a ideia de ratos guerreiros valorosos soa ridícula. Mas Os Pequenos Guardiões não foi feito para eles. Para eles tem mangá, tem Batman, tem um monte de coisa que é só brilho sem conteúdo. Os Pequenos Guardiões é uma série de quadrinhos para quem é mais exigente com relação ao que está lendo.
Os membros da Guarda são muito interessantes, em especial o valente Saxon, meu personagem favorito da série, que prefere resolver seus problemas com a lâmina de sua espada. A arte é espetacular, as cenas de batalha são perfeitas, as expressões dos ratos são incríveis… enfim, me faltam elogios para essa HQ, de tão absurda e fantástica que é.
Mouse Guard tem clima, tem um conceito, tem fluff, seus personagens têm personalidade… coisas que faltam nos RPGs de hoje. O Código da Guarda vale muito para os personagens dos quadrinhos, imagino que no jogo esse aspecto também seja importante.
É um RPG que eu adoraria ter a oportunidade de ler e jogar, até porque a série de quadrinhos já tem cadeira cativa na minha prateleira. Longa vida aos ratos guerreiros! Longa vida à Guarda!
O laboratório de um mago é, sem dúvida, abastecido de itens bizarros e poções extraordinárias. Mas e o laboratório de um necromante? Que tipo de magias horríveis permeiam esse lugar de pura maldade? Bem, em minhas pesquisas infinitas para trazer de volta a memória do D&D, me deparei com itens interessantíssimos, feitos sob medida para satisfazer as necessidades do necromante mais exigente:




