Old Dragon – 12ª sessão
Anteriormente, na campanha de Old Dragon: os aventureiros derrotam Hastur dentro do tesseracto e acabam aparecendo em um vale, onde veem ao longe um Tiranossauro Rex.
Eles não sabem onde estão, ou melhor, “quando” estão. Buscando fugir da chuva, o grupo sobe por uma trilha na encosta de uma montanha, que os leva até uma caverna. A trilha é em zigue-zague e em cada curva existe uma estátua de um humanoide, que aparentemente acompanha os aventureiros com os olhos até a borda da caverna.
Dentro da caverna, encontram diversos homens primitivos mortos e seus pertences. A causa da morte é indeterminada, pois não estão feridos e não parece terem ingerido algum tipo de veneno.
Lá dentro, o grupo nota que, junto da montanha, existe uma enorme muralha de uma pedra negra, que vai até onde a vista alcança. No topo dessa muralha tem uma cabana que possui uma espécie de para-raio, que é constantemente atingido.
Quando a tempestade acalma e a chuva para, os aventureiros resolvem investigar essa misteriosa cabana. Quando Altamir se aproxima da muralha, ela e sua espada, a Portadora da Tempestade, reagem à presença uma da outra, com raios e fagulhas elétricas.
Chegando na cabana, se deparam com um ser vestindo um manto negro, com mãos esqueléticas e olhos bizarros e brilhantes. A criatura não se identifica, mas o grupo logo o nomeia Mortomir (Morto por parecer com a Morte e mir porque quase todos do grupo têm “mir” em alguma parte do nome).
Mortomir é bastante amigável, lhes alimenta e fala que vive em uma cabana que se existe ao mesmo tempo em todos os tempos do universo. Lá dentro o tempo não passa, lá dentro quem manda é Mortomir.
Mortomir fala que existe uma forma deles voltarem para o tempo deles, mas que, para isso, será preciso do olho do Tiranossauro Rex. Ele está disposto a ajudá-los, entregando-lhes uma flecha especial para esse tipo de bicho. Mas ele quer uma coisa em troca: uma Winchester.
Segundo Mortomir, essa Winchester pode ser encontrada em uma vila próxima dali, que pertence a um homem chamado Dr. Ford.
Uma vez munidos do olho do T-Rex, o grupo deverá ir para a terra desolada do outro lado da muralha, mas Mortomir não dá grandes detalhes sobre isso.
Mortomir dá a Samira uma ampulheta e a ensina o significado da contagem específica de tempo (o grupo não sabe contar horas, só dias, luas e estações, a sociedade em que vivem é bastante primitiva).
E eis que o grupo ruma até a vila que Mortomir indica. No caminho, são atacados por uns batedores, que entram diretamente em combate. No entanto, Altamir, usando a Portadora da Tempestade, rola um 1 natural no dado. Como se trata de uma espada caótica, existe um efeito colateral perigoso nesse caso: ocorre uma explosão elétrica ao redor da espada, como se fosse uma bola de fogo, só que elétrica. Essa explosão quase mata o mago e o ladrão do grupo, mas, em contrapartida, mata quase todos os batedores.
Chegando na vila, o Dr. Ford os recebe muito bem e os coloca à disposição para o que precisarem.
No tempo em que ficam na vila, descobrem que o Dr. Ford vem de um lugar chamado Inglaterra e que ele vive em uma época chamada século 20, ano 1930 ou algo que o valha e que caiu lá em um “avião”. Altamir lembra do pássaro de ferro que encontraram na toca dos dragões (um ônibus espacial da NASA), e mostra ao Dr. Ford o capacete de um astronauta, que acha que é um elmo piorado. O Dr. Ford, por sua vez, acha que é um capacete de escafandrista. Eles não se entendem muito bem e mudam de assunto. Também descobrem que o Dr. Ford oprime todos na vila, ameaçando-os constantemente com o Pau de Fogo (a Winchester, claro).
Quando o grupo vai se lavar em um riacho próximo dali, descobrem o avião do Dr. Ford, destruído.
O grupo então decide tentar roubar a arma na calada da noite, quando a vila estiver adormecida. Mas isso fica para a próxima sessão!
Mais:
Mortomir,
mundo perdido,
Old Dragon,
Winchester.
Open call para o Old Dragon!
Com o avançado estado do projeto, com o livro em vias de ter sua revisão terminada, partimos para o segundo estágio de atualização do nosso projeto.
Desta forma anunciamos um verdadeiro pente fino no material já existente e na produção de novos suplementos para a versão final do Old Dragon. Veja abaixo:
LINHA FAST PLAY
Apenas Reedição dos materiais para adequação de regras e identidade visual.
- Manual Fast play
- Listas de Magias
- Ficha de Personagem (modelo clássico)
- Personagens Prontos
- Divisória + Tabelas de Referência
SUPLEMENTO 1
Criação do Manual de Regras Opcionais unificando todos os suplementos abaixo:
- Armas de Fogo
- Manual de Regras Opcionais
- Manual de Perícias
- Manual de Regras Opcionais: Combate
- CONTRIBUIÇÃO DE LEITORES
SUPLEMENTO 2
Criação de um suplemento de monstros, criaturas e Inimigos:
- Taxonomia dos Mortos Vivos
- Coletânea dos monstros de todos os produtos
- CONTRIBUIÇÃO DE LEITORES
SUPLEMENTO 3
Readequação do suplemento de itens e das regras e identidade visual.
- Prepare sua bagagem
- CONTRIBUIÇÃO DE LEITORES
Então o que nós os autores estamos propondo?
Como estamos no processo de acerto destes materiais, podemos incluir qualquer contribuição que se encaixe nestes três suplementos e no nosso controle de qualidade. Você pode enviar qualquer contribuição, quantas desejar, para um dos três suplementos acima. Pode ser uma regra opcional extra, um monstro, inimigo ou criatura, ou itens medievalescos.
Se você criou algo e usa na sua mesa, a hora de transformar sua regra caseira em opcional é agora!
Contribue aqui nos comentários deste artigo (que está sendo publicado no Paragons e no Vorpal ao mesmo tempo) ou se preferir, envie para o email odrpg@googlegroups.com o email do grupo de autores do Old Dragon para que possamos encaixar suas contribuições nos suplementos, lhe dando todos os créditos possíveis é claro!
Abraços e bem vindo ao grupo de autores do Old Dragon.
Mais:
open call.
Entrevista: John Bobek -parte 1
Para entender o RPG, temos que entender um pouco sobre wargame, e como um apaixonado pela história do D&D, trago para vocês uma pequena entrevista com um grande nome: John Bobek.
Desde já agradeço ao John pela entrevista, e espero que aproveitem tanto quanto eu gostei de fazê-la.
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1- Por favor, conte-nos um pouco sobre você e sua história com wargames.
Sempre adorei soldados de brinquedo, navios e aviões, e filmes de guerra. Por volta de 1962, consegui um jogo da Milton Bradley [N.T: empresa de jogos que lançou dentre tantos outros, o Hero Quest. Hoje faz parte da Hasbro] sobre a Guerra Civil Americana, o Battle Cry. Eu adorei. Jogava muito com meu bom amigo Rick. Ele quase sempre pegava os “rebs” [N.T: os Confederados] e eu pegava a União. Tenho a lembrança de ter ganho mais do que perdido, mas eu não juraria sobre a Bíblia sobre isso.
Eu gostava tanto que comprei o próximo wargame da Milton Bradley, Broadside. Era um jogo naval focando a guerra de 1812 [N.T: conhecida também como "Guerra Anglo-Americana"]. Ambos os jogos usavam miniaturas como marcadores. Então, por volta de 1964, tive meu primeiro wargame “dedicado”, Tactis II da Avalon Hill [N.T: o primeiro "Tactics" é considerado o primeiro wargame comercial. A Avalon Hill pertence hoje a Hasbro]. Eu havia sido “fisgado”. Comprei outros jogos da Avalon Hill no passar de 10 anos. Eu até mesmo me assinei a “The General” da AH [N.T: revista da Avalon Hill que dava suporte aos seus jogos, com táticas, resenhas, etc].

(John e Gary Gygax numa convenção em 69)
Fui à faculdade no outono de 1967, e em uma de minhas aulas sentava perto de um cara que percebeu meus rascunhos durante as matérias. Elas geralmente eram cenas militares, navios, tanques,aviões, soldados. Ele me perguntou se eu estaria interessado em desenhar para uma revista de wargames, a “International Wargamer”. Eu disse “claro, por que não?”. Desde aquele convite, me tornei o ilustrador chefe da revista.
Era uma revista mensal de um grupo chamado “International Federation of Wargaming” (ele mesmo um grupo que havia evoluído de um anterior)[N.T: grupo fundado por Gary Gygax, Bill Speer, e Scott Duncan em 1966].
Após me juntar à IFW, começamos a fazer “noites de jogo” no campus. Foi ai que descobri os jogos de miniatura. Eu podia usar os tanques e soldados de brinquedo que eu tinha colecionado pré-ensino médio e usá-las em jogos com cenários dos meus velhos modelos de ferrovia. Nós não estávamos limitados por um tabuleiro mas poderíamos fazer qualquer tipo de “tabuleiro” que desejássemos e tão grande quanto o espaço disponível! Eu estava “fisgado”!
2- No seu livro “The Games of War”, você tem uma dedicatória legal à sua família. Parece que seu “sangue wargamer” veio deles. Está correto? Eles colecionavam, construíam ou jogamos jogos de estratégia?
Não era tanto que eles jogassem jogos de estratégia, mas eles compravam brinquedos que eu eventualmente usaria nos jogos. Meu tio Vic fazia toneladas de modelos plásticos e me dava. Comecei a colecionar os modelos por causa dele e eu amava como eles pareciam, a sensação deles em minhas mãos. Comecei a ler mais sobre os homens e equipamento. Minha mãe me apoiavam nisso assim como minha tia Florence, que fora morar conosco depois que meu pai faleceu (eu tinha 9 anos naquela época).
3- Ainda falando sobre wargames, você poderia nos falar um pouco sobre os seus favoritos? Você tem uma “época” favorita para jogar, como a 2ª Guerra Mundial, Império Romano, etc? Além disso, você tem um “estilo de jogo”, como “agressivo”, “defensivo”, “atrair o inimigo”, etc?
Hmmm, esta é difícil. Como você deve ter notado, meu livro trata de tudo, então tenho um interesse em jogos como um todo. Para jogos de tabuleiro, eu adorava o “Tactics” e o “Blitzkrieg” da Avalon Hill. Gostava do “Panzerblitz” deles quando comecei a jogar com miniaturas. Os jogos da Avalon Hill “Sink the Bismark”, “Jutland” e “Midway” eram meus jogos navais favoritos. Não devo deixar o xadrez de fora. Na verdade eu ensino um curso de verão para crianças sobre xadrez. Incluo nessa aula minha
variação do xadrez favorita, “Kriegspiel”. Este é um ótimo jogo!!! Sobre miniaturas, adoro o “American Civil War”, “7 Years War”, “Napoleonics” e “WWII land, air and sea”.

(Gary numa das primeiras edições da GenCon)
4- Devo dizer que adoro o módulo de RPG “Village of Hommlet”, de Gary Gygax. Alguns anos atrás você jogou uma partida de Chainmail [N.T: jogo precursor do Dungeons & Dragons] baseada no “cerco à casa-fosso” [N.T: um evento importante no módulo. Leia mais aqui ]. Poderia nos falar mais como foi esse jogo?
Paul Stormberg estava escrevendo um livro sobre a história do D&D/Gary Gygax e me “rastreou” como um dos antigos membros da IFW. Enquanto membro da IFW, me juntei à Castle and Crusade Society, idéia que nasceu de Gary Gygax. Paul teve uma idéia para reunir membros antigos dessa sociedade e jogar uma partida envolvendo o cerco à “Moathouse” [N.T: casa-fosso] como descrito no módulo de Gary. Paul tinha um modelo muito elaborado e preciso da Moathouse e arredores, e jogamos na “Lake Geneva Games Convention” em junho de 2006. Ele usou as regras originais do Chainmail e seus criadores, Jeff Perrin e Gary Gygax, junto com o filho de Gary, Ernie, eram as forças do bem. Alinhados contra eles estavam as forças do mal lideradas por Bill Hoyer, antigo presidente da IFW, Robert Kuntz e eu mesmo. Foi um jogo interessante com o sacrifício do anti-herói de Rob Kuntz e a surpresa de Gary ao despertar a ira de um “Ent” [N.T: criatura-árvore] por ter mandando uma unidade com machados para um conjunto de árvores. O bem triunfou mas foi uma vitória difícil.

(Da esquerda para a direita: Jeff Perren, Paul Stormberg- que fora juiz no jogo-, Ernie “Tenser” and Gary Gygax.)
(Da esquerda para a direita: Bill Hoyer, Rob Kuntz e John Bobek)
5- Você poderia nos contar sobre suas experiências no RPG? Alguma história que você queira dividir?
Para mim, qualquer momento que jogo com miniaturas, históricas ou não, estou participando de um roleplaying game! Minha primeira experiência com RPG foi no play test do D&D na casa de Gary na 330 Center St. em Lake Geneva, Winsconsin. Não tenho mais o tempo nem a razão, mas tenho a lembrança vívida de estar com Ernie Gygax [N.T: filho mais velho de Gary Gygax] e encarar uma sala. Devo entrar? Ernie concordou em entrar na sala comigo pois eu estava certo de que nada de errado aconteceria comigo se eu fosse com o jovem filho de Gary. Hah! Gary riu satisfeito e revelou que Ernie e eu fomos transportados para o centro da Terra, esmagados sem vida pelo peso de das pedras acima de nós!.
Gary conduzia sua dungeon em tempo real. Quanto mais você esperava para tomar uma decisão, maiores as chances de que algo desagradável aconteceria com você. Quando mestrei aventuras de RPG, mantive o mesmo caminho de Gary. O jogo fluía então mais como um filme do que como um jogo. Tentei manter isso nos jogos de miniatura que desenvolvi (e arbitrei [N.T: no caso, John refere-se ao fato de que muitos wargames necessitam de uma pessoa para ser o "DM" do jogo, no sentido de resolver qualquer impasse que ocorra no mesmo, e verificar a legalidade das ações dos jogadores])!
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Na continuação, John fala um pouco sobre Star Wars e as diferenças entre wargame e rpg. Fiquem ligados!
Mais:
entrevista,
John Bobek,
wargame.
Save or Die Podcast

“Bem-vindo ao podcast do “Save or die”!
Lembra daquela época emocionante, quando D&D vinha em uma única caixa?
Quando as regras estavam lá para guiar o Dungeon Master, não para controlá-lo?
Quando extrapolar era demais e diversão era o maior objetivo da aventura?
Estes dias voltaram! Como no título deste podcast, pode-se imaginar dungeons perigosas e monstros que podem matar seu personagem independente do nível? O podcast Save or Die pretende cobrir isso tudo, da primeira caixa de 1974 até a última das caixas de 1990. Se é Dungeons and Dragons e veio numa caixa, iremos falar sobre.
Nossos destemidos Dungeon Masters Vince, Mike e Elizabeth “banquetear” os ouvintes com contos de eventos passados e possibilidades futuras. Magia, Monstros e Massacres irão surgir enquanto exploramos as ideias de regras leves e role play pesado!”
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Essa é a introdução do site Save or Die podcast, um site muito bacana que descobri recentemente. Tem entrevistas com Frank Mentzer e Tim Kask, alem de resenhas muito interessantes.
Eu estava sentindo falta de um podcast mais oldschool, e esse me parece atender meus desejos. Ainda não ouvi todos, mas espero que continuem com a proposta e que tenham muito sucesso!
Acesse: http://saveordie.info/
Mais:
podcast,
save or die.
Parabéns, Lovecraft

Hoje comemora-se o nascimento de Howard Phillips Lovecraft, um escritor que revolucionou os conceitos do horror na literatura.
Lovecraft nasceu em 20 de agosto de 1890 e faleceria em 15 de março de 1937, vitima de cancro no intestino.
Muitos autores modernos se inspiram na obra deste grande mestre (ele e Robert E. Howard – criados do Conan- eram dois dos escritores favoritos de Gary Gygax), e até hoje seu trabalho é aceito com grande apreciação e respeito.

A primeira edição de Deities & Demigods (1980) para AD&D 1ed apresentava um belo panteão vindo do Mito de Cthulhu. Mais tarde, por acordo com a editora Chaosiun, lançaram a segunda edição com referencias à licença dada pela própria Chaosiun, que detinha os direitos do uso dos termos em jogo. Numa terceira edição de Deities & Demigods, a TSR decidiu que não iria fazem menção a um concorrente, e removeu Cthulhu (e o material referente a Elric também) do livro.
Bom, fica então um parabéns para nosso estimado mestre da literatura, HP Lovecraft!
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O Fabiano me falou agora no comentários que a Hedras lançou “A Sombra de Innsmouth” No site da Hedras, tem um “combo”: vc compra os dois livros do Lovecraft (A Sombra e O Chamado de Cthulhu) e ganha um posterzinho. E frete grátis!
http://www.hedra.com.br/home/processform.php?lista=autor&searchterm=lovecraft&search=ok
Mais:
Deities & Demigods,
Lovecraft.